














Realizou-se hoje, em Caldas de Aregos, o Campeonato Nacional de Fundo. A equipa da AAC participou nesta prova com 6 tripulações, com todos os atletas medalhados no final da manhã. Uma grande jornada para a nossa Académica que, mais uma vez, demonstrou na água a qualidade do trabalho desenvolvido nos últimos tempos. Os resultados foram os seguintes:
A Académica venceu a regata de Double-Scull Sénior no Abierto Internacional de Andaluzia, clássica do remo espanhol que se disputou este fim-de-semana em Sevilha.
A Académica, campeã nacional e clubes há 3 anos e campeã em título no Shell de oito sénior foi o clube com a melhor representação, tendo vencido a prova de double-scull com João Santos e o internacional Tomé Perdigão, tendo ainda conquistado mais 2 medalhas de prata no Skiff juvenil (Inês Pocinho) e Quadri-scull sénior (Inês dias, Teresa Mesquita, Carolina Dias e Mafalda Lopes). Destaque ainda para o 3º lugar no Shell de oito sénior masculino, tripulação desfalcada em relação à época anterior, mas ainda assim a vender cara a derrota numa regata muito disputada, bem como o 3º lugar de António Vale e Carlos Pereira no double-scull júnior.
Na restante participação dos clubes do centro há que destacar o Navalista Diogo Pinheiro, 3º no skiff, remador ligeiro que ultrapassou o academista João Santos, campeão nacional de skiff sénior e que se quedou pelo 4º lugar. O Ginásio ficou em 5º no shell de oito júnior masculino e o Galitos de Aveiro obteve igual classificação no skiff júnior com Patrícia Marques.
Na geral a Académica foi o melhor clube estrangeiro, no 9º lugar, logo seguida do Ginásio Figueirense. O Galitos foi 12º e a Naval 1º de Maio 24ª classificada.
A contratação em Maio passado do treinador Pedro Figueira trouxe algumas novidades ao remo dos estudantes. Assim, além da grande focalização no treino de água, que tem trazido evidentes melhorias técnicas aos remadores de Coimbra (o vice-título Europeu Universitário de João Santos ou a vitória no Shell de oito Sénior no Nacional de Verão são disso exemplos), o objectivo do ex-treinador de Oxford é dar “rodagem” internacional aos atletas da Académica, mais ainda quando a maioria deles não se revê na equipa nacional, apesar do seu valor.
A aposta foi permitir a participação de 3 atletas nessa fantástica regata que é e Vesta Scullers Head, disputada na distância de 4,25 milhas (cerca de 7 km) no rio Tamisa, um evento que espelha bem a elevada dimensão do remo inglês – o remo é a 3ª modalidade em Inglaterra, a seguir ao Futebol e ao Rugby.
A comitiva de Coimbra foi constituída Helen Manson, Teresa Mesquita e Diogo Maia, acompanhados pelo treinador Pedro Figueira. Helen Manson teve o melhor resultado da equipa, ficando em 2º lugar no escalão Masters A (mais de 27 anos) com 24m38s, com Teresa Mesquita a ficar no 5º lugar no mesmo escalão com 25m16s. Diogo Maia, a remar na Elite Pesos Ligeiros – uma das categorias mais disputadas – obteve o 6º lugar com 23m5s, tendo realizado uma prova extremamente interessante e deixando boas indicações para o resto da temporada.
A comitiva da Académica regressou no domingo e já está a trabalhar com vista ao Abierto Internacional de Andaluzia, que se realiza em Sevilha de 17 a 19 de Dezembro. Antes disso as camadas jovens irão ter a 2ª prova do Torneio de Escolas: o Duatlo organizado pelo Ginásio no dia 11 de Dezembro, na Figueira da Foz.
Teresa Mesquita
Helen Manson
Diogo Maia


A Académica venceu no passado Domingo a mais importante prova do calendário nacional, o shell de 8 com timoneiro sénior masculino, última prova do programa do Campeonato Nacional de Velocidade, que se realiizou Sábado e Domingo em Melres. A tripulação dos “estudantes” bateu por menos de um segundo o histórico Caminhense, campeão em título, numa final vibrante de emoção, ganhando por mérito próprio o direito a ser fiel depositária da “Taça Lisboa”, peça escultórica com mais de um século.
Depois do 2º lugar no ano anterior – atrás do Caminhense - e da vitória na Internacional da Queima das Fitas/Águas de Coimbra em Maio passado, era justa a expectativa de uma prova disputadíssima, como se veio a verificar. O Caminhense faltou à regata de Coimbra e a Internacional de Gondomar, uma semana depois, não serviu para medir diferenças, já que a equipa da AAC se envolveu numa colisão com o Infante D. Henrique e ficou a mais de 30 segundos do Caminhense. A regata iniciou-se com uma acesa disputa entre os “oitos” do Infante e do Caminhense, com a Académica um pouco mais atrás. Aproximadamente a meio percurso o Caminhense atacou, deixando o Infante para trás em 10 remadas. A Académica conseguiu acompanhar o Caminhense, igualá-lo a 500 metros da meta, colocar-se na dianteira a 250 metros da meta e bater a tripulação minhota por uma proa, numa das finais mais disputadas dos últimos anos. Estava feita história para a Académica, com o primeiro título nacional no “oito” sénior masculino. Autores do feito: João Viegas, Ricardo Paula, Eduardo Ferreira, Tomé Perdigão, João Santos, Pedro Gonçalves, Afonso Sousa, João Rodrigues e o timoneiro João “Formiga” Nogueira.
Estes 8 atletas haviam já dado boa conta de si anteriormente, “desdobrando” para outros tipos de barco. Resultado: vitórias e títulos nacionais no Skiff (João Santos), Shell de 4 sem timoneiro (João Viegas, Ricardo Paula, Tomé Perdigão, João Santos) e Quadri-scull (Eduardo Ferreira, João Rodrigues, Pedro Gonçalves, Afonso Sousa). O único título em Juniores foi na prova de quadri scull masculino (António Vale, Tomé Perdigão, Carlos Pereira, João Nogueira).
Além destes títulos nacionais, a Académica conquistou ainda 4 medalhas de prata (Quadri-scull júnior feminino, shell de 2 sem timoneiro peso ligeiro masculino, skiff sénior feminino e shell de oito com timoneiro sénior feminino) e 4 de bronze (shell de 4 sem timoneiro sénior feminino, double-scull júnior feminino e masculino, e double-scull sénior masculino).
A Académica continua a liderar o ranking nacional, tendo o Infante reduzido a diferença para 80 pontos, quando faltam ainda disputar 5 provas pontuáveis.
Taça Lisboa
A necessidade de regulamentação das regatas de Remo mereceu alguma reflexão no Congresso Marítimo Nacional, promovido pela Liga Naval Portuguesa, em 1902, sem que contudo daí resultasse alguma alteração tendo, no entanto, sido aprovada a tese "Impulsionamento do rowing nacional. Sua utilização possível na educação física do povo português".
Em 1904, a pedido de Joaquim Leote, as principais associações náuticas de Lisboa concorrem à criação da Taça Lisboa que constituirá um prémio de honra perpétuo destinado a ser disputado num grande Campeonato Nacional, a realizar anualmente em inriggers de quatro remos, numa extensão de 2000 metros, sob as condições do Regulamento de Corridas aprovado no seio da Convenção a 20 de Abril daquele ano.
A primeira regata foi realizada a 29 de Maio de 1904. Mais recentemente este troféu começou a ser atribuído ao vencedor da prova de shell de oito com timoneiro sénior masculino no Campeonato Nacional de Velocidade, dado ser esta a prova e o tipo de barco com mais relevância no calendário nacional de remo.
Realizou-se no passado fim de semana o Campeonato Nacional de Inverno para Juniores e Seniores. Esta prova, inicialmente marcada para Melres, teve de ser adiada devido ao mau tempo e o local escolhido para a sua realização foi a Lagoa de Óbidos.
8+Sen M - Telmo Faria, João Catarro, Pedro Oliveira, Pedro Cunha, João Cavaleiro, Gonçalo Cristo, Francisco Sousa, Eduardo Bento, Timº André Pinho - 3ºClass
8+ Juv M - João Vasco, Diogo Melo, João Guarda, Ricardo Francisco, Vitor Camões, Rui Santos, João Tomás, António Pais, Timº João Amaro
4x Abs F - Mafalda Oliveira, Mafalda Lopes, Carolina Dias, Luísa Gomes - 6ºClass
4- Abs M - André Assunção, Rafael Amaro, João Oliveira, André Pinho
8+ Abs M - João Viegas, Pedro Gonçalves, Eduardo Ferreira, Carlos Pereira, João Santos, Pedro Gonçalves, Manuel Pita, Diogo Maia, Timº João "Formiga" Nogueira
